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Cantora e compositora Élidah Trinta lança “Tatuar”

Por: Elias Nogueira
Musical Sun, Rio de Janeiro-Brasil, data: 28/05/2017

EP com cinco faixas e totalmente autoral com arranjos do guitarrista Victor Biglione

Élidah trabalhou no teatro com musicais e outros; fez participações em algumas novelas da Rede Globo, participando também de clipes e programas televisivos, desde os tempos em que era modelo. É diplomada nas categorias cantora/compositora, atriz e modelo e manequim.

Multifacetada, Élidah Trinta têm em seu currículo desfiles nas Escolas de Samba do Rio de Janeiro, como destaque para: Beija-Flor de Nilópolis, Tradição, Viradouro e São Clemente.

Na dança ela arrasou também; bailarina de jazz, lambada, dança cigana e espanhola, e com performances que lhe deram a oportunidade de aparecer na Itália, para a TV italiana; Rai, Festival de San Remo, dentre outras coisas.

Atualmente seu lado musical está dando oportunidade de lançar seu primeiro registro solo e autoral que traduz sua personalidade musical: “Tatuar” é um EP com cinco faixas – “Teia”, “Tatuar”, “Jardim”, “Falso Herói”, e “Blues cidade” – Élidah compôs letra e música.

Sempre requintada em tudo que faz, recrutou para fazer os arranjos o guitarrista e compositor Victor Biglione. A própria Élidah nos conta, por e-mail, um pouco do seu trabalho e outras coisas.


Élidah Trinta - Foto: Elias Nogueira
O despertar da cantora
Élidah Trinta: Com oito anos compus minha primeira canção, não gostava da minha voz. Mais tarde, oito anos depois, cantei dando canja com uma banda, pela primeira vez. As pessoas gostaram. Aos vinte anos cantei em uma banda chamada "Sonhos Elétricos", colocando uma canção minha, era 1985. "Preceito de ser feliz". Essa canção também entrou no FENAM - Festival de Música do Banco Nacional. A seguir compus outra música, mas não tinha impostação de voz e nem técnica, tive que encontrar a minha região vocal. Nunca tinha estudado canto e nem tocado nenhum instrumento, somente a educação musical da escola pública. Quando retornei da Itália, onde morei três anos, fiz curso de teatro em 1992, e minha voz impostou naturalmente com os exercícios de fala.
Trabalhei em uma peça musical e decidi estudar teoria e técnica musical: vieram várias canções e melhorando a minha percepção musical.
Deixei o teatro em 2007 e comecei a fazer shows cantando o pop internacional, MPB e bossa nova. Fui me aperfeiçoando como cantora e nas composições também e, comecei estudar violão.
Disco pronto
Élidah Trinta: 24 anos passaram-se até eu gravar o CD autoral e profissional. Já havia feito vários discos demonstrativos, mas somente em 2016 gravei o EP "Tatuar". Graças ao guitarrista Victor Biglione, fiz esse trabalho. Uma amizade de 32 anos. Victor foi excepcional comigo, profissionalismo ímpar. Gravamos "Tatuar" em um mês. Iniciamos em meados de Dezembro de 2016 e concluímos no meio de Janeiro de 2017; gravado no Estúdio Botânico com o maravilhoso Roberto Marques o "Alemão", também grande profissional. Os arranjos foram feitos por Victor Biglione.
Inspiração para criar
Élidah Trinta: Não existe um modo para compor, simplesmente acontece. O Keith Richard dos Rolling Stones disse uma coisa muito significativa que se aplica a mim: "Para alguns compositores a canção já vem pronta do espaço sideral”; é assim comigo, música e letra vêm juntas na minha mente, depois faço os ajustes. A inspiração pode vir de um momento feliz ou não.
Primeiro trabalho
Élidah Trinta: "Tatuar" é o primeiro disco lançado, mas já tinha passado por estúdios diversos com músicos diferentes. Gravei em estúdio pela primeira vez em 1985, na ocasião do Festival do Banco Nacional, onde eu trabalhava na época. Gravei canções minhas e re-gravei grandes nomes em anos variados. Teve execução em rádios alternativas. Minha expectativa para este trabalho é despertar o novo nos ouvintes. Incentivar os veículos de comunicação a apostarem nas novas canções, deixando um pouco de lado as regravações e a utilização de músicas já bem conhecidas pelo público. Espero que minhas músicas agradem e toquem bastante. Caso algum famoso ou famosa se interessem em gravar outras canções que tenho, ou até mesmo as que estão em “Tatuar”, estarei à disposição.

Faixa a faixa

"Teia"
Élidah Trinta: É a canção que abre o trabalho; aborda a atualidade do comportamento humano nas relações e sentimentos.
"Tatuar"
Élidah Trinta: É a segunda faixa e título do disco; é uma composição dedicada às mulheres de músicos que tem que equilibrar a razão e a emoção nos relacionamentos com estes homens.
"Jardim"
Élidah Trinta: Deveria ser tema abertura de novela de qualquer emissora, pela sua pureza e sinceridade ao falar de um amor rejeitado com romantismo na dose certa.
"Falso Herói"
Élidah Trinta: É a penúltima e mais nova das cinco. Fala da expectativa a que muitas mulheres são acometidas pelo novo modelo de propor-se em um relacionamento.
"Blues cidade"
Élidah Trinta: É dedicada a eterna frenética Lidoka, que infelizmente nos deixou ano passado; pelo seu interesse na letra que trata de um protesto contra o desmembramento da Amazônia do Brasil, boato que ocorreu em 1993 quando foi feita a canção. Apesar de ter sido feita no passado, nos remete ao nosso país de hoje. Brasil tão rico em miscigenação, mas tão desigual e sem oportunidades, culturalmente falando.
Contatos Élidah Trinta:
Facebook: www.facebook.com/elidah.trinta
Twitter: twitter.com/trintalidah
Myspace: myspace.com/elidahtrinta
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