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ROCK > Entrevistas

Fernando Magalhães, guitarrista do grupo Barão Vermelho, falando sobre seu novo disco solo "Rock It"

Por: Elias Nogueira
Musical Sun, Rio de Janeiro-Brasil, data: 01/09/2014

A Guitarra do “Barão”!
Fernando Magalhães, guitarrista do Barão Vermelho, arremessa “Rock It”, disco de rock instrumental de qualidade indiscutível!

Fernando Magalhães começou a carreira no final dos anos 1970, compondo e tocando com várias bandas de amigos; entrou para o Barão Vermelho em 1985 como músico contratado e em 1989 passou a ser membro efetivo do grupo - Magalhães participou de infinitas turnês com a banda.
Em 2007, durante as férias do Barão Vermelho, Fernando lançou seu primeiro álbum solo intitulado "Fernando Magalhães" - guitarra instrumental, que atraiu interesse de seus fãs e da mídia especializada. O disco, um típico álbum de rock, inovou por ser o primeiro lançamento digital da Warner Music Brasil.
Agora Fernando Magalhães arremessa “Rock It” aos fãs. Rock totalmente instrumental, gravado nos estúdios Lly, Kabrun, Mizifios, Magic Dreams e Slamelo entre 2011 e 2012 por Roberto Lly, Kadu Menezes, Humberto Barros, Sergio Vilarim e Sergio Melo. A capa foi obra do pianista e tecladista Humberto Barros, aliás de muito bom gosto.
"Rock it" têm todas as faixas compostas por Fernando e pelo baixista, compositor e produtor Roberto Lly da lendária banda Herva Doce, dos anos 1980, que também já trilhou em projetos de artistas como Lobão, Ritchie, Fagner e Elba Ramalho, além de ter produzido vários discos do cantor Vinny.
“Rock It” é um encontro de amigos. Fernando é cercado de músicos tarimbados e bastante conhecidos no meio como Pedro Strasser, Kadu Menezes e Sergio Melo (bateristas); Sergio Vilarim, Humberto Barros e Mauricio Barros (teclados), além do baixista Roberto Lly que toca o baixo em todas as faixas e ainda faz percussão em “Anos Luz”.
“Esse disco é bem rock and roll e blues, não tem nenhuma pitada brasileira!”, adianta Magalhães em entrevista que segue.


Fernando Magalhães - Foto: Mariana Soares
Diferença de um trabalho para outro
- “Esse disco é diferente do anterior por ser mais despojado. Na verdade estou fazendo esse disco há dois anos - num período onde tantas coisas estavam acontecendo, tocando com Barão Vermelho e outras que ainda acontecem - fazendo com Rodrigo Santos, tocando enlouquecidamente direto!”
Roberto Lly
- “O Roberto Lly sempre me cobrava, dizendo para ir em frente com o disco. O Lly além de ser um excelente baixista, é produtor, técnico de som, e posso até dizer, engenheiro de som. O que ele tira daquela mesa é inacreditável. Além de ser meu amigo, gosto do trabalho dele. Tocou todas as linhas de baixo desse disco. É o produtor e compôs todas as canções em parceria comigo. É um roqueiro nato, mas transita em todas as vertentes musicais. Um grande parceiro, meu amigo.”
Shows
- “Quero fazer algumas apresentações ao vivo – gostaria muito de pegar uma casa na Lapa, por exemplo, e fazer toda segunda-feira, em cada dia chamar um guitarrista convidado.”
Processo de compor
- “As músicas foram feitas na hora, o disco inteiro foi feito na hora. Ia pra casa do Roberto e mostrava para ele, mas tinha feito na hora e desenvolvia na hora, “Rock It” foi assim. A única faixa que fiz antes foi “Anos Luz” - já estava pronta. Estava em Teresópolis tocando violão; virei para o Roberto e mostrei – deu uma balanceada no disco.”
Pedro Strasser
- “Eu e Pedro fizemos o processo do primeiro CD. Fui para casa dele e levei várias músicas, tinha sobras do Barão – começamos a tocar; eu pegava o baixo, depois cobria com guitarras, chamei o Vilarim - nessa época o Roberto ainda não estava, mas acabou sendo o produtor do disco. Em “Rock It” foi diferente: chamei o Roberto e começamos a fazer tudo na hora - com tudo acontecendo, tocando em turnê com o Barão, tocando com Rodrigo Santos, família... é tudo muito corrido. É tudo ao mesmo tempo agora, como diziam os Titãs!”
Cantar
- “Já pensei em cantar, muita gente fica comentando comigo sobre isso. Não me sinto seguro para tal, nunca fiz pra valer. Ao vivo já cantei... uma pitada aqui e outra ali... gravar cantando é diferente. Acho que pra cantar, tem que ser um negócio forte de “letra”, não sou letrista, escrevo pouco, poderia fazer parceria com Mauro Santa Cecília, Rodrigo Santos, mas é delicado. Acho que esse não foi o momento para cantar, tenho que ter algo que me leve a isso.”
Elias Nogueira (esq.) e Fernando Magalhães (dir.) - Foto: Mariana Soares
Já pensou em fazer como Santana? Colocar um cantor como convidado?
- “Tenho um projeto. Penso em chamar vários amigos cantores e fazer um show com eles, criar uma situação. Antes tenho em mente fazer um DVD ao vivo desse disco, ou um especial para TV. Quero tratar bem “Rock It”.”
Tocar Barão
- “Uma coisa que acho interessante: nunca toquei nada do Barão Vermelho, em carreira solo. O problema do instrumental é: quando se canta, acaba com o instrumental. (risos)”
Pelo fato de ser instrumental você chegou a ficar preocupado com a crítica?
- “A música instrumental, mesmo falando que na Europa ou nos Estados Unidos seja bem aceita por uma parte do público, ainda assim é um mercado paralelo. Não é um mercado do Barão Vermelho, Rodrigo Santos, Paulinho Moska ou Nando Reis, por exemplo! É outra coisa! Meu som é para uma platéia menor e consciente do tipo de música em questão.
“Rock It” não é um disco de músico para músico, é um disco para quem gosta de rock. Sendo instrumental, não é pop! Tem uma sonoridade direcionada para quem quer ouvir esse tipo de som! Não é instrumental para tocar em elevador ou consultório dentário! (risos)
A música instrumental no Brasil é muito mais ligada a MPB, Jazz e Blues - o povo ainda não adquiriu o hábito do rock instrumental. As pessoas ficam sem saber onde colocar. Se você lança um disco de jazz ou blues, já sabe onde fazer algo em torno do disco; tem casas que fazem esse tipo de show, quando o assunto é jazz e blues. O rock ainda está à procura do seu espaço.”

Faixas comentadas por Fernando Magalhães
“Rock it” – “Rock com pegadas AC/DC.”
“Mar de Tranqüilidade” – “Mais profundo! Um Mar na Lua.”
“Olhando o Céu” – “É um blues bem chorado.”
“Púrpura” – “Homenagem ao Deep Purple.”
“A Viagem” – “É uma viagem mesmo! Uma coisa mais progressiva, mais floydiano.”
“Além da Fé” – “É um blues mais calmo, bem Jeff Beck.”
“Anos Luz” – “Gosto de violões, folk e country; gosto de Crosby, Stills & Nash.”
“Esperando o Sol” – “É um belo rock and roll.”
“Sonhando Acordado” – “Um rock de tempos atrás, na onda da viagem, mais rock.”
“Montanha Azul” – “Um rock que adoro; um dos preferidos!”

Colaborou: Mariana Soares

Web site: pt-br.facebook.com/FernandoMagalhaesOficial
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